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BOCA DO INFERNO.

O jornal alternativo "Boca do Inferno" surgiu em julho de 1976 na cidade de Salvador, e circulou até outubro do mesmo ano. Nesse período, o regime vivia uma progressiva distenção política ainda controlada pelo governo militar. Em Salvador, profissionais influenciados pelo jornalismo criativo de outros periódicos alternativos e que não se identificavam com a linguagem tradicional da grande imprensa, lançaram-se na aventura de criar um novo veículo.
O "Boca" representou um centro de articulação de forças heterogêneas que integrou jornalistas, poetas, fotógrafos, desbundados e ex-militantes, cujo objetivo final era preservar a criatividade e uma relação viva com realidade social.
Fonte: Gustavo Falcon (org). In: Os baianos que rugem. A imprensa alternativa na Bahia. Salvador, Edufba.

Informações sobre a radiofusão

"Depois do fogão, o rádio é o utensílio doméstico que os brasileiros mais têm em casa", assim dados do IBGE avalia a abrangência do eletrodoméstico na vida do brasileiro.

Entre 1992 a 1999, o percentual de casas com rádio pulou de 84,8% para 89,8%. Hoje, está presente em 38,5 milhões de domicílios. Segundo oIBGE, o homem do campo prefere o rádio à televisão.

Militão Augusto de Azevedo


A recuperação e organização de acervos de fotografia brasileira colaboram para a valorização e o estudo de imagens do Brasil no fim do século XIX e início do século XX. Um desses acervo é o de Militão de Azevedo, que produziu uma grande quantidade de fotos, em estúdio e nas ruas. Ele fotografou centenas de anônimos e celebridades, como Rui Barbosa, Castro Alves e o próprio D. Pedro II. As transformações da cidade eram sua paixão. Suas imagens traduzem personagens, modos de vida e etapas de urbanização, constituindo uma documentação valiosa da memória social do país.